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20/02/2016

Sem Transporte escolar, não há Educação do Campo. A Escola foi para a Rua!

Atenção, estudantes, pais de alunos, professores e funcionários do CEEPC Milton Santos. Desde a presente data, não houve nenhuma movimentação acerca do transporte escolar que faz o deslocamento dos estudantes à escola, o que está impossibilitando a execução das aulas do ano letivo 2016. Todos nós estamos enfrentando mais uma adversidade de início de ano por conta da falta do transporte escolar. Embora seja obrigação do Estado garantir o deslocamento de seus estudantes, está nos negando esse direito com a alegação que não tem recursos disponíveis para tal. Por isso é que estamos convocados todos os interessados desde alunos, pais, professores e funcionários e quem mais tiver interesse, para irmos às ruas em sinal de protesto reivindicar nosso direito de ter acesso a escola e uma educação de qualidade. Vamos às ruas, em todas as cidades que o CEEPC Milton Santos tem alunos para realizarmos nossa primeira aula pública com o tema: "A Escola vai para a Rua!". E você é nosso convidado a participar dessa aula interativa. Começa a partir dessa segunda feira dia 22 até o dia 25 em todas as cidades que o CEEPCMS tem alunos matriculados. Contamos com sua participação na sua cidade. Compartilhe. Vamos fazer essa informação se tornar um vírus nas redes sociais. 
O Ara City Arataca ta colado e você??
LEIA ESSA CARTA ENVIADA AO GOVERNADOR: O governo atual começou sua gestão com o slogan “Pátria Educadora” anunciando seu comprometimento com a educação como prioridade máxima. Tendo em vista o comprometimento do governo e a importância da garantia ao acesso à educação, Direito básico de qualquer cidadão. Vimos informar sobre a situação de risco que corre o Centro Estadual de Educação Profissional do Campo Milton Santos, localizado no Assentamento Terra Vista, município de Arataca, já que até o presente momento o governo (SUPROF/SUPEC) não definiu quem assumirá o transporte escolar. 

O Centro Educacional atende aos municípios de Pau Brasil, Arataca, Santa Luzia, Jussari, São José da Vitória, Camacan, Canavieiras, Mascote e os distritos de São João do Panelinha, São João do Paraíso, Anuri, Itatingui e demais comunidades rurais. Constituindo-se como uma referência da Educação Profissional no Território Litoral Sul, sendo que essa abrangência só foi possível devido à abertura do Assentamento Terra Vista à comunidade regional, fortalecendo o empoderamento da educação do campo e o acesso à educação de qualidade às comunidades locais. 
 O CEEPC – Milton Santos, atendeu no ano de 2015 cerca de 750 alunos, distribuídos nos cursos de Agroecologia, Meio Ambiente, Zootecnia, Informática, Segurança no Trabalho e Agroindústria. Além disso, neste ano será ofertado também o curso de Técnico em Alimentos, atendendo a uma reivindicação da comunidade regional.

Cabe enfatizar que este Centro foi uma conquista do MST e demais movimentos sociais organizados que lutaram para garantir o acesso à educação técnica de qualidade em seu território. O fechamento da unidade ou o seu funcionamento inadequado implicará em um processo de resistência protagonizado por pais, alunos, professores, movimentos sociais e toda a comunidade do território. O Milton Santos representa hoje uma oportunidade de profissionalização para jovens e adultos do campo e da cidade nesta região. 

O cenário da educação, principalmente nas áreas rurais, não é animador. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apenas em 2014, 4.084 escolas do campo foram fechadas. Norte e Nordeste lideram o ranking, só na Bahia 872 escolas fecharam as portas no ano de 2014. Segundo pesquisa de Índice da FIRJAN, das 53(cinquenta e três) cidades brasileiras com IFDM entre 00, 0,4 (baixo estágio de desenvolvimento), 19 (dezenove) estão na Bahia - somos o Estado com maior número de cidades nessa triste realidade; entre elas estão Arataca, Santa Luzia, Ubatã, Aurelino Leal, Ibirapitanga, Itajú do Colônia, essas últimas citadas na área de influência do CEEPC Milton Santos, o que evidencia ainda mais a necessidade da Unidade Escolar nessa região, pois além de ter um ensino de qualidade, também desenvolve projetos e ações de intervenção social nas comunidade do entorno, a saber que vários dos projetos desenvolvidos na escola já foram apresentados em conferencias e feiras tecnológicas no Estado e fora dele. 

Demonstramos nosso descontentamento diante da exposição de nossa comunidade a uma situação de insegurança e dúvidas, continuando o processo de desconstrução que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos. 

Exigimos, portanto, em caráter de urgência, uma definição em relação ao transporte escolar para que possamos assegurar o início e funcionamento do ao letivo de 2016. 

Fechar escola do campo é crime!
Educação do Campo, direito nosso, dever do Estado!
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