Barra

23/12/2016

Jovem é morto em Lauro de Freitas por suposta dívida da pirâmide “Mandala”

Na Bahia, um rapaz que resolveu entrar em um destes esquemas decidiu que não iria sair no prejuízo, indo cobrar do divulgador a quantia investida. O fato ocorreu na manhã nesta quinta-feira (22), em Lauro de Freitas. Alan Patrick de Santana foi preso, suspeito de matar Pedro Henrique de Cardoso Silva.

A vítima era um divulgador da pirâmide “Mandala”, um novo esquema surgido há poucos meses no Acre, e que vem crescendo rapidamente. Alan teria entregue R$1.000 para que Pedro o incluísse no “sistema” e então passasse a receber rendimentos pelo cadastramento de novas pessoas. Só que os pagamentos não aconteceram e então Alan foi exigir que Pedro lhe devolvesse o dinheiro investido. Com a recusa do divulgador devolver o montante, o suspeito foi em casa buscar uma arma calibre 380. Retornou e matou o divulgador com vários tiros a queima roupa. O suspeito fugiu mas foi preso rapidamente, em flagrante, pela Polícia Militar. Alan Patrick foi levado para o complexo policial da cidade, onde confessou e permanece a disposição da Justiça.


Ministério Público investiga “Mandala”

O Ministério Público abriu investigação para chegar aos responsáveis pelo jogo da mandala, no WhatsApp, e enquadrá-los em crime contra a economia popular, cuja pena, além do pagamento de multa, rende prisão de seis meses a dois anos. O promotor de Rio Preto e secretário executivo da Justiça Criminal, José Heitor dos Santos, solicita a abertura de inquérito policial, onde seja decretada prisão preventiva dos praticantes da mandala.

“Todos, quem depositou e quem organiza, poderão ser presos preventivamente a partir da abertura do inquérito, disse o promotor. A decisão foi tomada durante reunião com todos os promotores criminais de Rio Preto. Dos 11 promotores, oito compareceram. “Ficou decidido, por unanimidade que em tese a mandala trata-se de um crime contra a economia popular”, disse Santos. “A mandala tem todos os indícios de uma pirâmide. Fiz um levantamento que mostra que, entre 100 participantes, dez vão receber. Outros 90 ficam no prejuízo.”
A princípio, a polícia tem 30 dias para concluir o inquérito. Além de enviar ofício ao delegado seccional José Mauro Venturelli para investigar os crimes, Santos também irá informar o Secretário Executivo da Promotoria de Justiça Cível, Sérgio Clementino, para impedir que demais pessoas sejam lesadas. “Existem sites oferecendo dinheiro fácil através desse jogo e lesando o consumidor”, disse Santos.


O Ministério Público tomou conhecimento do assunto após receber do Diário, há uma semana, provas como áudios e imagens que circulam nos grupos de WhatsApp. As pessoas são convidadas para os grupos e provocadas até depositar R$ 100, sob a promessa de obter um retorno de R$ 800 em menos de uma semana. A pedido do Diário, o matemático Luis Fernando Segala avaliou o jogo e alertou que trata-se de uma nova versão do velho golpe da pirâmide. “Impossível dar certo um esquema no qual todos ganham”, disse.
A reportagem acompanhou o dia a dia de três grupos. Os participantes tentam, com frases, áudios e imagens, seduzir investidores. Desde domingo, após publicação da reportagem detalhando como funciona o esquema da Mandala em Rio Preto, os seguidores começaram a deixar os grupos. Uma mulher, que pediu para não ser identificada, diz que depositou R$ 100 na quarta-feira passada e, desde domingo, não consegue mais contato com os administradores do grupo. A promessa era de receber, no máximo, em três dias.

Fonte: www.vitoriadaconquistanoticias.com.br
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